segunda-feira, outubro 31, 2005

Ping-Pong



A expressão mais usada para falar deste jogo é facilmente percebida quando se vê um bom jogo: a sonoridade que lhe está associada é um constante alternar do som feito pela bola ao bater na raquete de um e de outro lado da mesa.

Se por um lado é certo que na vida devemos estar permanentemente alerta para dar e receber quando a ocasião nos bate à porta, por outro lado a vida não tem que se assemelhar à linearidade e monotonia de um jogo de ping-pong.
Isto tem dois entendimentos: pode haver ping sem pong e pong sem ping.
Por um lado deveremos ter a convicção necessária para dar sempre sem considerarmos se o outro irá retribuir ou se está sequer preparado para receber. Por outro lado deveremos ter a humildade suficiente para conseguirmos receber mesmo sem sabermos se conseguiremos devolver, ou mesmo sabendo que não somos capazes de retribuir.

Parece-me que a vida é mais como o básico "jogar ao meio". Estamos todos à volta, tanto podemos passar a bola sem a receber como receber sem a passar. E há sempre um ao meio que tenta interceptar a bola, e assim se vai trocando de posições.